9.2.06

Foi num puteiro em João Pessoa, que descobri que a vida é boa!

Puteiros por si só, são sempre toscos, mas os de Passo Fundo são um caso á parte. Êta, povinho grosso. Depois de um dia de trabalho na cidade mais “solta das patas” que eu conheço, jantamos e peguei toda a equipe para passear pelo centro da cidade. Ainda era cedo, e de repente o grupo estava diante de uma boate que recém abrira, alguém sugeriu: “vamos entrar!” Mas numa equipe de filmagem não se diz isso duas vezes, como são curiosos. Me lembro que a turminha era formada por homens e mulheres, tipo assim, oito pessoas. O Rodrigo foi à frente e eu era o último do grupo. Se tratava de um corredor comprido, com pouca luz e um monte de cacos de espelhos colado nas paredes. Quando aquele homem lindo e forte, da cidade grande, caminhava em sua direção, invadindo aquele túnel, liderando aquele monte de clientes em potencial, as meninas de vida fácil na porta que ficava ao final, chegavam ao êxtase. Uma gritou: Ai que Lindo! Que homem! Porém o efeito da janta começava a fermentar no lindinho e a medida de adentrava o recinto um rastro de gambá o seguia. Na mesma hora uma puta mais feia e gorda, que estava no meio do caminho retrucou: “Lindo, mas como fede!”. Puteiros por si só, são sempre toscos, mas os de Passo Fundo são um caso á parte. Êta, povinho grosso. Depois de um dia de trabalho na cidade mais “solta das patas” que eu conheço, jantamos e peguei toda a equipe para passear pelo centro da cidade. Ainda era cedo, e de repente o grupo estava diante de uma boate que recém abrira, alguém sugeriu: “vamos entrar!” Mas numa equipe de filmagem não se diz isso duas vezes, como são curiosos. Me lembro que a turminha era formada por homens e mulheres, tipo assim, oito pessoas. O Rodrigo foi à frente e eu era o último do grupo. Se tratava de um corredor comprido, com pouca luz e um monte de cacos de espelhos colado nas paredes. Quando aquele homem lindo e forte, da cidade grande, caminhava em sua direção, invadindo aquele túnel, liderando aquele monte de clientes em potencial, as meninas de vida fácil na porta que ficava ao final, chegavam ao êxtase. Uma gritou: Ai que Lindo! Que homem! Porém o efeito da janta começava a fermentar no lindinho e a medida de adentrava o recinto um rastro de gambá o seguia. Na mesma hora uma puta mais feia e gorda, que estava no meio do caminho retrucou: “Lindo, mas como fede!”. Cadê a sensibilidade, êta, povo grosso, só por causa de um “peidinho” da capital. Já lá dentro, ficamos sentados juntos, analisando todos os detalhes e rindo muito da situação. Lembro que fazia calor e eu estava com a camisa um pouco aberta, eis que me chega uma menininha e põe a mão pela gola da camisa, alisando-me o peito peludo. Enquanto ela acariciava, eu só pra criar um clima perguntei: “Gostas de um homem cabeludo!” Ela bem serena respondeu: “Não eu gosto mesmo é de piça!” Ora, ora perdeu o tato quando criança, cadê a sensibilidade? Num momento tão delicado quanto esse, aí eu pergunto: Tem povo mais grosso que esse de Passo fundo?

Nenhum comentário: