26.7.08
BAR OU ACADEMIA?
Porque será que é mais fácil freqüentar um bar do que uma academia? Para resolver esse grande dilema, foi necessário freqüentar os dois (o bar e aacademia) por uma semana. Vejam o resultado desta importante pesquisa:
Vantagem numérica: - Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho. 1x0 pro bar.
Ambiente: - No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece no primeiro gole de cerveja. Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia. 2x0.
Amizade simples e sincera: - No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar Só reparam se o seu copo está cheio ou vazio. 3x0.
Compaixão: - Você já ganhou alguma 'saidera' na academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça? No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja de um "faixa". 4x0.
Liberdade: - Você pode fumar na academia? 5x0.
Libertinagem e democracia: - No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, o problema é seu .. Na academia, você não pode dividir um aparelho. 6x0.
Saúde: - Você já viu um 'barista' (freqüentador de bar) com pedra no rim? 7x0.
Saudosismo: - Alguém já tocou a sua música preferida na academia, inclusive 'aquela' que você pede 'n' vezes quando está tentando 'afogar' o fora que levou? 8x0.
Emoção: - Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia? 9x0.
Memória: - Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos? E no bar? 10x0 pro bar !!!
ENTÃO VAMOS PRO BAR!!!
Mas atenção: Se for dirigir, não beba.
Se for beber, ME CHAME PELO AMOR DE DEUS !!! Aliás, você já fez amizade com alguém, bebendo leite ou bebida energética? 11x0 Portanto, se você tem amigos na academia, repasse este texto para salvá-los do mau caminho.
19.7.08
Varinha Mágica
-Tio Sandro? É o Edgar, tu queres vir no meu aniversário? Vai ter show de bicicleta e mágicas!
-Que legal Edgar, e quem vai ser o mágico? Eu perguntei.
- Só existe um mágico bom tio Sandro, tu! Quer ser o mágico da minha festinha?
É lógico que depois de um convite assim, enchendo tanto a minha bola, a resposta só poderia ser um sonoro “Sim”. E logo em seguida veio o maior desafio:
- Tu tens que fazer aparecer um coelho! Tchau tio Sandro!
E o som da ligação cortada do telefone ficou ecoando no meu cérebro.
Mas era um desafio proposto por um pequeno fã e eu não poderia decepcioná-lo. Produtor que é bom mesmo, não desiste, fui á luta. Organizei minhas antigas mágicas, “Que, diga-se de passagem”, o Edgar conhece de cor. Consegui emprestadas algumas caixas mágicas para a aparição do tal coelhinho e dei uma renovada do visual geral do meu show. Criei um personagem o “El Gran Mágico Falcatrua” enchi o peito de coragem e me fui.
Ah! Para presentear algumas crianças encapei alguns espetinhos de madeira para churrasco, com fita isolante e esparadrapo. Transformando aqueles palitos em verdadeiras varinhas mágicas. Só então, eu estava pronto para o espetáculo.
O show foi ótimo, mas o que me gerou este texto, foi um fato que ocorreu logo após a minha apresentação.
Depois que distribuí as tais “varinhas mágica” um menino colou em mim e disse em tom baixinho:
- Mágico! Mágico! Eu não ganhei a varinha!
Eu, mais parecendo um palhaço mal humorado, rabugento, fora de cena, nem dei muita bola para o fedelho. E em seguida, ele me chamava atenção novamente:
- Mágico! Mágico! Eu não ganhei a varinha!
Eu respondi:
- Não tem mais, o tio já deu todas, acabou!
Prontamente ele retrucou:
- Mas o Senhor é mágico, faz aparecer mais uma!
Eu olhei com aquela cara de “ah tá!”, virei o rosto e continuei a comer um cachorrinho escondido. E ele me deu um alívio, mas enquanto eu enchia o bucho de docinhos, ele voltou e disse:
- Tio tu vais desistir? Tô esperando, eu confio em ti, faz aparecer a varinha, vai... Acredita que tu consegue!
Eu parei de mastigar, e com a boca cheia nem sei como engoli tudo. Olhava aquele rostinho que há poucos instantes me parecia um capeta. Transformou-se, como em passe de mágica, em um anjinho barroco, com um olhar de piedade em minha direção. E ele lascou a pergunta fatal, depois da pausa dramática: - Tu vai desistir?
No mesmo instante, eu perplexo, voltei aos meus apetrechos.
Busquei a minha varinha preferida de uso em vários shows, procurei o meu mais novo fã, e num gesto rápido tirei de suas costas a mais linda das varinhas mágicas e lhe disse:
- Quem conseguiu fazer com que o mágico não desistisse nunca, merece uma super varinha mágica! Com um poder especial, de tocar até os mais insensíveis.
Beijo e boa semana a todos.
29.6.08
Como seria bom um mundo sem ricos
Há Tempos eu também pensei numa história para um filme. Tudo começaria com uma bomba de perfumes caros em excesso, cujos efeitos mortíferos apenas atingissem os ricos cheirosos, em seguida estaríamos em um mundo sem ricos. Sabe aqueles chatos, exigentes, que a gente é obrigado a só dizer: Sim senhor, sim, sim senhor... É deles que eu estou falando.
Nos hotéis teriam muitas vagas, porém estaria cheio de gente querendo carregar as malas, um dos outros, e iriam brigar com certeza, por que briga e bate-boca é coisa de pobre. Várias pessoas discutindo, querendo ver quem arruma todos quartos também. Nas ruas, o lixo, diminuiria, já que não haveria a parcela produzida pelos ricos e pobre como não tem dinheiro, não consome. Assim já se dispensa o resíduo de embalagem dos produtos novos. O transporte público, esse sim, teria que funcionar em dobro, por que o público de usuários é grande, e sempre carregam muitas sacolinhas de supermercado. Nos hospitais iriam sobrar todos os leitos que os ricos ocupam, mas não teriam médicos. Não haveria quem pagasse a caríssima universidade de medicina, talvez nem existiriam universidades. Todos teriam que trabalhar em cirurgias, como um mutirão em cooperação, todos pesquisando em prol do bem estar de um paciente, sem pagamentos. Um ajuntamento mesmo, coisa de pobre.
Num mundo sem ricos as religiões teriam que rever seus conceitos. A umbanda e a Igreja Universal seriam um sucesso, sobrariam fiéis e o pobre deixaria de agradecer o rico com a famosa fala: “Deus te pague!” Eliminando aí uma enorme dívida com o criador. Quanto aos latifundiários e o turismo esses não existiram, até por que pobre nem sabe o que é. Nas filmagens, todos os profissionais trabalhando, se ajudando e carregando toda produção. Tipo formiguinha!
Americanos sem escrúpulos, não existiriam, donos do mundo, porém as vítimas do “Katrina” teriam socorro antes dos quatro dias de agonia, sofridos pelos pretos pobres. Ninguém ficaria esperando por ninguém, não viria nenhum rico virar o salvador. O resultado seria mais imediato. Tênis "made in Taiwan" seria uniforme. O golfe não existiria o maior sucesso nos esportes seria o futebol de várzea!
E assim ia a história sem problemas, porém com funk. Daí surge um bostinha americano e faz um filme exatamente o contrário “Um dia sem pobres”. Fui plagiado! E pior, por uma idéia melhor do que a minha. Neste filme, os pobres simplesmente desaparecem da face da terra, os americanos ficam com as tarefas que antes eram praticadas pelos estrangeiros pobres (Latinos). Sem babás, pedreiros, domésticas, eles têm que se virar.
Só então eles aprenderiam a nos valorizar dizendo: “Eta servicinho fudido esse de vocês, toma um trocado!”
De todo modo as duas idéias não servem para muita coisa mesmo. Pura ficção. Rico é rico e está numa boa, e pobre é pobre, sempre ferrado, correndo atrás da máquina. Quem tem pressa é pobre! Bom mesmo nesta história é que não só sobrariam pessoas para executar as tarefas, como haveria muito mais gente beneficiada com a bolada. Montante este que os pobres mesmos, com seu próprio suor produzem. E assim, este projeto todo deve ter sido um sonho apenas. Pura bobagem. “Acorda amor, vai trabalhar, são 6hs. da manhã e tu vai perder o ônibus!”
21.6.08
VELHINHO HOT
Como tenho algumas horas livres, de madrugada, e precisando ganhar uns extras, resolvi ser, também, um 'velho de programa'.
Barba grisalha, charmoso, com lindos olhos castanhos (cobertos com cataratas), cabelos cacheados, loiro (só dos lados), Atlético (sou torcedor), corpo malhado (pelo Vitiligo), e sarado (das doenças que já tive), um metro e oitenta (sendo mais ou menos um de altura e oitenta de largura).
Atendo em motéis, residências, elevadores panorâmicos, etc. Só não atendo em 'drive-in' por causa das dores na coluna e movimentos bruscos. Alegro festa de Bodas de Ouro, convenções e excursões da terceira Idade. Meço pressão, aplico injeções e troco fraldas geriátricas, tudo com o maior charme. Atendo no atacado e no varejo. Traga suas amigas. Maiores de sessenta e cinco, por força de lei, não pagam, mas só terão direito à horário recomendável para a saúde. Serão concedidos descontos para grupos: quanto mais nova, maior o desconto. Por questões de vaidade, não serão permitidas filmagens, pois, no momento, estou precisando operar uma hérnia inguinal, meio anti-estética. Na cama, dou sempre 03 opções sexuais para a parceira : mole , dobrado ou enroladinho. Como fetiche, posso usar touca de lã, pantufas e cachecóis coloridos. Outra vantagem: Já tenho 'Parkinson' o que ajuda muito nas preliminares. Total discrição, pois o 'Alzheimer' me faz esquecer tudo que fiz na noite anterior !!!! `
Liguem, estou aguardando!!!
4.6.08
Tá faltando herói.
Eu li que ser herói é:
Fazer aquilo que ninguém gosta de fazer;
Ajudar os outros sem querer nada em troca;
Falar a verdade, mesmo que pudesse mentir;
Sorrir quando só deveria chorar;
Crer, mesmo contra toda a desesperança;
Falar bem de todos, mesmo que todos só falem mal de você;
Ser assim, sem ter o desejo da glória de seus atos. Sem orgulho.
Na mesma hora comecei a testar a legitimidade de todos os meus heróis, e todos foram por água abaixo... Caindo, um a um! Pôxa, pra todo guri o seu pai é um herói, foi-se. Cada coisa que meu velho não gostava de fazer, me chamava. Exemplo: Sandro vai no armazém comprar pão! Fudeu, ele não é herói! Eu que sou, fazia tudo aquilo que ninguém gostava de fazer, na minha casa quando era pequeno.
Me diz, quem neste mundo, mundano e imundo não faz um carinho querendo, outro em troca? Não é coisa de herói. Tá fora!
Sobre falar a verdade, está cada vez mais difícil, culpa do bom bolado “jeitinho brasileiro”. O que eu escuto de “Tô chegando!” De gente que ainda está debaixo do edredom, é foda! Acho que a frase: “Eu não minto” é a maior mentira de humanidade. Eu sempre estou subindo a Lucas!
Sobre sorrir, vocês sabem que é comigo mesmo, rio até em velório! Aí eu sou herói, onde todos só choram! O bobo aqui, só ri!
No item cinco, falam em esperança, aí eu também sou herói. Acho que vou morrer com a esperança, até porque a esperança é a última que morre! Hahahahaha.
Sério, acho que o padre dos balões vai voltar um dia.
Falar bem dos outros tá foda, é uma “fofocaiada” do cacete, eu tento, por que quero ser herói um dia! “Mesmo que os outros falem mal de você.” Aí é fácil, é o que todos mais fazem, só tentam destruir uma imagem que levei anos pra construir. Mas conseguirei vencer, se tu não me contares nada interessante e me pedires segredo.
Mas o pior é a última qualidade do herói, não querer colher os “louros da fama” por seus feitos. Peraí! Como assim? O Superman depois de fazer um ato heróico ele não estufava o peito e botava as mãos na cintura como se fosse um açucareiro? Se exibindo, certo? Então ele não é herói! Herói tem que ser “Sem orgulho”. Com este ato, acaba de cair o maior ícone de heroísmos mundial. Fudeu! Fiquei sozinho, sem ninguém. Está decidido, eu acho que a partir de hoje, eu serei meu herói.











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