31.12.05

2005 ANO DE GRANDES MICOS E ESTRÉIA DE KING KONG.

Ai, ai, ai, ai está chegando a hora!

Não vou mais escrever neste Blog. Prometo que este será o último texto que escreverei... neste ano, é claro. São exatamente, 18hs. do dia 31 de dezembro. O porco está no tempero repousando, para ser assado a partir das 20hs. Tudo muito cronometrado, tipo assim, evento japonês. To feliz, um brasileiro pobre, ganhou a São Silvestre e não paro de receber mensagens de ano novo no celular! Então, resolvi escrever estas humildes palavras de agradecimento. Quero agradecer aos meus leitores assíduos (e aCidas - bobagem), e a todos que acessaram este blog, no ano que passou, mesmo não deixando nenhum comentário (até porque sei, que não é fácil). Agradecer a Guadá estagiária da firma que me motivou a escrever e publicar, toda aquelas bobagens que ela ouvia o dia inteiro, neste espaço. Agradecer a minha esposa de nunca ter acessado este blog, assim não tenho critério algum, coisa que me faz mais engraçado. Melhor para vocês leitores: Narrador sem “papas na língua”= Diversão garantida.Tenho que agradecer as criaturinhas que fizeram as fotos de divulgação do blog, associando suas imagens a tamanha baixaria. Valeu turminha!

Ah! Resolvi também fazer um você decide, tenho tantos causos e histórias que coloquei abaixo as melhores que ainda não escrevi. Qual destas vocês querem ler primeiro no ano novo:

1-A história do outro gato que matei, o que foi possuído pelo demo.
2-Da vez que fiquei dormindo dentro de uma barraca no departamento de camping do Bourbon.
3-A história do Mussum, meu cachorro que fugiu e apareceu no dia do meu casamento na porta igreja, será que leu o convite?
4-Como foi meu início na Produção de televisão, fui expulso e depois de um tempo resolvi tentar novamente.
5-Dos puteiros que já fui nesta vidinha.

Ah! Preparem-se a partir do dia oito de janeiro, vem aí o diário de como foi o Bamboocha Club em Maragogi!

Até o ano novo! Beijos!

28.12.05

Criança tem cada uma!

“Que tempo bom que não volta nunca mais...”

Neste fim de ano, no marasmo das férias coletivas da empresa, encontrei no Orkut um amigo de infância, fato que me valeu ter ficado na cidade, durante a festa da virada. Faziam mais de quinze anos que eu não falava com o Angelito, grande amigo de minha infância e adolescência. Criei-me com um grupo de cinco amigos inseparáveis, eu, o Alemão, o Newton, o João e o Angelito. Foram tantas aventuras e sonhos que não haveria fim, se eu tentasse pôr tudo em um texto. Cada dia que nos encontrávamos nos olhávamos e ficávamos pensando como transformar aquele dia simplório, em um dia especial, e todo dia se repetia esse ritual. O ponto de encontro podia ser a minha casa ou em uma esquina qualquer do Guarujá. Só sei dizer que era demais. Eu era o tramposo, tipo o cérebro ardiloso do grupo, o verdadeiro “moita”. O Angelito era pau pra toda obra, não tinha “ruim” pra ele. O João era um detalhista sem igual, meticuloso e sempre topava a versão da maioria. O Alemão dono do buteco mais próximo era parceirão, mas perdeu algumas aventuras por estar atrás do balcão. O Newton adorava a tradição militar da família e tentava impor um pouco de disciplina no grupo. Eram os trapalhões, em suas aventuras, fizemos filme, tínhamos jornal, fazíamos viagens, comíamos na Pizzaria Chuca e muito mais. Foram diversas tramóias para conseguir dinheiro para levar o grupo todo ao restaurante: Livro ouro, campanha do agasalho, pedágio e muita maracutaia. Quando subíamos o morro do quartel da Serraria(propriedade do exército, com acesso proibido) aí era demais, acampamentos, caminhadas e a companhia do ilustre convidado Tavinho. O Tavinho era um caso á parte, era uma agregado ao grupo que vinha da Zona Norte para se tornar poderoso. Ele era um gordinho desajeitado, e sem nenhuma coordenação motora, era muito tosco e sofria muito. Só se fudia, e sempre queria mais, cada invenção nossa, era tipo um desafio de crescimento pra ele, tipo o Karatê Kid da época, superação total.

Mas a vida cruel parece não querer que o grupo todo se encontre novamente, agora que encontrei o velho Angelito de guerra, o Alemão se mudou para São Paulo. O Newton e o João estão “de baixo da minha asa”. Sabe de uma coisa, hoje vou atrás do Tavinho ou quem sabe do Jr. da Maria Luiza, da Hagamenon, do Vanildo, do anão do Danilo, etc...Vamos todos aproveitar e vamos atrás das nossas melhores lembranças da nossa infância. Tentem.


27.12.05

Ai a Muguer Magavilha!

TESTE DE "MACHEZA"

Desculpem a demora, mas são as festas de fim de ano que não nos deixam nem chegar perto de computador. Porém, para voltar com a bola toda resolvi lançar um novo e infalível teste, muito útil nos dias de hoje. Veja se você é realmente GAY! Se você é mulher teste com seu namorado ou marido, vai ser útil. Se realmente ele for putão você pode aproveita-lo para fazer as suas unhas, pintar seus cabelos use-o como cobaia. E se por acaso você se acha homem, tire aquela pulguinha de trás da orelha, que te perturba tanto.
Lápis e papel na mão vá somando os “sim”, mas sem hipocrisia responda com o fundo da alma, só a verdade.

PERGUNTAS:
1) Você seca o bilau compapel higiênico após mijar?
2) Já deu um berro afetado ao ver uma cobra, um rato ou outro susto qualquer?
(Este é infalível, pegadinhas atuais revelam muitos enrustidos)
3) Se você visse o seu pai saindo com outra mulher, você conta pra tua mãe?
4) Já aparou ou depilou algum pêlo do corpo?
5) Usa ou usou algum creme para o rosto?
6) Dança ou já dançou “I will survive” ou “YMCA”, e geralmente vai pra pista gritando?
7) Usa sunga na praia?
8) Curte Musculação, ou qualquer outro tipo de culto ao corpo?
9) Se arrepia com areia da praia, giz em quadro negro ou Isopor arranhando?
10) Já tentou ver, se com a tua boca, tu alcanças o teu pau?

RESPOSTAS:
(Some as respostas afirmativas)


Zero – Tu é galo, hein? MACHÃO .
01- Nunca deu, mas ta coçando!
02- Mariquinha!
03- Bixona!
04- Pederasta!
05- Morde a fronha!
06- Puto, á dá com pau!
07- Pediu pra ser viado e entrou umas três vezes na fila!
08- O Clóvis Bornay chorou!
09- Troféu “Vera verão” pra ti!
10- Mulher!

Vai assustar outro baixinho!

Apoie o MCCN - (Movimento Contra Cantigas de Ninar)

Um amigo meu Brasileiro morando nos Estados Unidos da América, para ajudar no orçamento, está fazendo "bico" de babá. E ele me relatou que ao cuidar de uma menina uma vez cantou "Boi da cara preta" para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para ele cantar ao colocá-la para dormir. Antes de ele adotar o "boi, boi, boi" como canção de ninar, a canção que cantavam (em Inglês) dizia algo como:
Boa noite,
linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite"... (Que lindo, não é mesmo!?)
Eis que um dia Mary Helen perguntou o que as palavras, da música "Boi da cara preta"
queriam dizer em Inglês: Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa menina que tem medo de careta...(???) Como ele iria explicar para ela e dizer que, na verdade, a música "boi da cara preta" era uma ameaça, era algo como "dorme logo, caralho, senão o boi vem te comer"? Como explicar que ele estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina? Claro que mentiu para ela, mas começou a pensar em outras canções infantis, pois não se sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite...

Pensou: Que tal! "nana neném que a cuca vai pegar..."? Caramba!... Outra ameaça!
Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto! Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro que fosse positiva se deparou com a seguinte situação: O brasileiro tem é trauma de infância! Trauma causado pelas canções infantis!
Exemplificou sua tese:

Atirei o pau
no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca-ca
admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miaaau!

Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e incitação à violência e a crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de "Dona Chica". Uma vergonha!

Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.

Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces! É impossível não lembrar do amiguinho rico da infância com um carrinho fabuloso, de controle remoto, e você brincando com seu carrinho de plástico. Fala sério!

Marcha soldado,
cabeça de papel!
Quem não marchar direito,
Vai preso pro quartel.

De novo, ameaça! Ou obedece ou você vai se fuder..... Não é à toa que o brasileiro admite tudo de cabeça baixa....

A canoa virou,
Quem deixou ela virar,
Foi por causa da (nome de pessoa)
Que não soube remar.

Ao invés de incentivar o trabalho de equipe e o apoio mútuo, as crianças brasileiras são ensinadas a dedurar e a condenar um semelhante. Bate nele,mãe!

Samba-lelê tá doente,
Tá com a cabeça quebrada.
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.

A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde debilitada é necessita de cuidados médicos. Mas, ao invés de compaixão e apoio, a música diz que ela precisa de palmadas!

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou...

Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa passagem anos a fio?

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

Desgraça, desgraça, desgraça! E ainda incita a violência conjugal (releia a primeira estrofe).
Precisamos lutar contra essas lembranças, meus amigos! Nossos filhos merecem um futuro melhor!
Valeu o apoio galera! Vamos lançar a campanha contra cantigas de ninar!

3.12.05

Tem loira burra de boca cheia na fila pra fazer o seu depósito.

Botei som num baile Funk na FEBEM!!!!!

O desafio estava lançado, me convidaram para botar som num debut coletivo na Febem. Participavam da festa crianças e jovens carentes, á espera de adoção, é lógico que a noite toda prometia muito Funk e o Hip-Hop. Imediatamente fui produzir o equipamento com meu amigo Gabriel, que pela causa nobre, me emprestou na hora. Transportamos e montamos a aparelhagem, no local combinado, um salão de festa arrumado para a data, da melhor maneira possível. As paredes tinham recebido uma demão de tinta caiada. Quando cheguei, uma senhora, voluntária, fazia a decoração com todo carinho e dedicação, como se estivesse nos salões do Leopoldina. As meninas minha mãe, que trabalha na instituição, conseguiu maquiá-las no Hugo Beauty, e os vestido maravilhosos foram emprestados pelo Lions Club. Logo que cheguei, eu estava com medo de ser assaltado, roubariam meus cd’s, levariam o equipamento do Gabriel, mas este meu medo é de gente sem noção. Os bandidos não estão lá, os verdadeiros contraventores, são os pais irresponsáveis soltos pelo mundo, que não tem estrutura e responsabilidade para criar e educar uma criança. Estes pais fizeram como muita gente faz com um cãozinho novo, só depois de verem as reais dificuldades de se ter um animal, o descartam. Como se houvessem nenhuma relação de amor entre os dois. É um ato que eu abomino já com animais, imaginem com crianças. Bolo vivo com velas e rosas, apaga a vela dos meninos e pega a rosa das meninas, ao som do Armandinho: “conheci Paulinha numa noite de verão...,...Depois dos quinze menina vira mulher....” Tudo muito organizado e bonito, o comentário era que nunca se viu festa igual. A festa bombava e um parceiro foi se achegando, se aprochegando e logo deixou claro: “Sou eu que sempre ponho o som aqui nas festinhas, eu sei o quê a rapaziada gosta.” É lógico que já me aproveitei da sua larga experiência e botamos som juntos, a noite inteira. Quando o Funk e Hip-hop dominavam as pistas, subiu no palco a diretora da Febem. Ela me pediu para tocar outras músicas diferentes, aquele estilo já tinha em todas as festas dos detentos. Tasquei uma “La Bamba” e depois daí foi uma atrás da outra consegui com um golpe de mestre mudar o estilo da festa, sem perder a audiência, foi bárbaro. A experiência foi ótima, porém quando cheguei em casa, ao abrir a mala de cd’s, achei os óculos HD falsificado do meu parceiro. Conclusão, quem acabou dando uma de ladrão naquela noite, fui eu, mas fiquem tranqüilos que eu já devolvi. Enfim, a minha boa ação foi feita, um pouquinho do meu tempo que eu dediquei aquelas crianças sem nada, pra eles parecia um montão. Já é natal, procurem fazer o bem também, e ajudem que tem pouco ou ás vezes nada, você com certeza vai se sentir melhor.

29.11.05

Tem cada animal neste Planeta, que chega sem aviso!

Como era grande o meu Planeta

Desculpem-me o assunto escatológico, mas este texto está tinindo, se você não tem estômago forte melhor nem ler. Hoje mesmo, no almoço, o Sony me contou uma do planeta Atlântida, que fiquei só imaginando o desespero das criaturas. Logo após uma pessoa entrar em um banheiro químico, um grupo de arruaceiros balançavam a casinha e a viravam, detalhe, com a porta pra baixo. Imaginem só, você trancado naquele cubículo cheio de bosta, espalhada por todos os lados. Diz ele que os coitados tentavam respirar pelos furinhos nas laterais, como se estivessem se afogando naqueles líquidos e sólidos. Se eu pegar, eu mato um. Depois o grupo corria e se misturavam com as setenta mil pessoas do evento.
Me lembrei de um caso, quando eu estava trabalhando no planeta, fazem mais ou menos três anos, eu tinha credencial e o César Gay, meu amigão, queria entrar sem pagar. Combinei assim, eu entro e te passo o crachá na fresta dos tapumes entre os banheiros químicos. Eu fiquei na fila dos banheiros, quando eu ia me dirigir entre os dois WC’s um guri entrou rápido na frente e enfiou o pau na fresta do alambrado, pra urinar. Pra quê? Depois de mijar, o guri começou a rir e não queria mais liberar a moita. Daí já saquei, o César estava no lado de fora, fazendo o serviço no menino. Bati no ombro do cara e disse, é minha vez. Não brincadeirinha! Logo que o rapaz saiu com aquele sorriso estampado, eu passei a credencial entre as chapas de compensado, enquanto o César se recuperava, limpando o cantinho da boca.Foi nesta noite o último show do mestre Tim Maia!
Chegando em casa fomos dormir cansados, eu, minha esposa, o César e mais uma galera, tipo república. No outro dia encontramos ás três da tarde, dormindo no capacho da casa alugada, o Itamar, irmão da minha amiga Anahy. Quase tropecei naquele corpo encolhido em posição fetal, no tapetinho. O cara disse que bateu na porta e ninguém abriu, resolveu então dormir ali mesmo, viva a manguaça.
Não faz muito tempo, mas será que já se foi o meu tempo. Vamos ver agora o meu vexame no Bamboocha!!!!!!!!

Hoje em dia a gente que se virar!

Duas da manhã, não fiz nada até agora, vou cair fora!

Eu acho que se eu fosse Deus e estivesse criando o mundo hoje, eu o dividiria em dois grupos de pessoas, os que trabalham e os ficam em casa vendo tevê. Está certo, vocês vão achar que todo mundo iria querer ocupar o segundo grupo, o dos vagais. Porém, eu disse que, eu sendo Deus, sou quem iria determinar isso, cada um não teria escolha. Quanta ditadura, vocês vão pensar, mas no fundo é pra facilitar a vida da turminha do primeiro grupo. Porque eu penso assim? Primeiro, tem gente que mais atrapalha as pessoas que realmente sabem trabalhar do que lhes ajudam. Segundo, é impressionante como tem gente que fica bem melhor em casa sem fazer nada, parecem que foram feitos pra isso! Combina com eles. Conheço alguns, até bem próxima a mim, que não deveriam trabalhar nunca. Só reclamam, só se queixam, só repassam seus problemas ou logo já trocam de emprego. Acho que esta busca insaciável, por uma tarefa diferente, fazendo com que a criatura não pare em nenhum serviço, esta inquietude, na real, é a busca mascarada por um sofá com tevê. Qualquer trabalho é foda! Tu tens que ter muito jeito pra coisa, sair de casa alguns dias saltitante e feliz para um matadouro, é duro. Sabendo que estás deixando de viver coisas incríveis neste tempo, muitas vezes, desperdiçado no ambiente de trabalho. Não é para qualquer cabeça, o cara tem que ser treinado para isso, tipo “Flipper”. O Arnoni me disse um dia, que gostaria de poder viver, no nível que ele vive, sem ter que trabalhar. Pra mim, isto seria um caos, eu fico dois dias em casa, já vi DVD, já molhei as plantinhas e já matei a saudade do meu cantinho. E logo, logo eu quero atividades como as coisas que sei fazer melhor, ou assim penso. Já invento uma foto, uma produção, um curta, qualquer coisa que me remeta ao meio, do inferno. O quê vocês mais amam neste Blog, são os exemplos, então aí vai: O meu irmão. Este é um caso raro de uma pessoa que não deveria sequer, se mexer, dia após dia. Trabalho fixo, com patrão, horários, compromissos e responsabilidades, não é com ele mesmo. Me lembro de alguns casos no seu último emprego, quando ele era motorista de ônibus. Teve uma vez que eu estava fazendo um churrasco, depois de eu lhe contar os tipos de carnes que eu assaria, deu vinte minutos e ele apareceu na minha casa, me apresentou o cobrador do ônibus, comeram rápido. Eu sem entender nada olhei pela janela e ele correndo, indo embora, disse: “Tenho que ser ligeiro por tem passageiro no ônibus esperando” Não tinha como não notar o enorme veículo cheio de gente estacionado em frente a minha casa. Tinham vezes também, que haviam muitos lugares livres no coletivo e as pessoas não sentavam, ele dizia que bastava algumas freadas de soco e estavam todos os assentos ocupados. Também tem a vez dos vendedores ambulantes de pastéis, que não podiam comercializar o produto no interior do veículo, porém com a liberação de uma unidade do quitute, para o motorista, desta vez passaria. Depois de pedir demissão de um jeito bem seu, deixando ônibus lotado na beira da praia de Ipanema, com o pessoal todo esperando, enquanto ele entrava, de uniforme, no Rio Guaíba, para se refrescar um pouco. É lógico que hoje em dia ele não está mais trabalhando, deve estar em casa vendo tevê, onde é o seu lugar e de vários outros.

24.11.05

OS POBRES E SUAS CABEÇAS FANTÁSTICAS!

A INTIMIDADE É FODA, É PIOR QUE DEIXAR A EMPREGADA ALMOÇAR NA MESA JUNTO COM O PATRÃO!

Muitas vezes no passar dos anos, um casal cria situações um tanto constrangedoras, algumas vezes até sem querer. Tem certas coisas que nunca sua mulher ou seu marido deveriam ver ou saber que você faz, coisas que devem ficar no ar, pairando aquela dúvida cruel. Tipo tua mãe achando que tu tá demorando no banho por causa da punheta, entendeu?!
Então, aqui resolvi fazer mais um dos meus testes infalíveis.
(Lápis e papel na mão, some os pontos e veja o resultado no final)

TESTE: O QUÊ VOCÊ FAZ QUANDO NINGUÉM TE VÊ FAZENDO?
Imagine-se na presença do seu cônjuge, você:

1. CAGA DE PORTA ABERTA (1000 pontos)
2. JÁ PEIDOU EM BAIXO DO EDREDON (500 pontos)
3. ELOGIA MAIS A COMIDA DA SOGRA, DO QUE A QUE ELA(E) SE ESFORÇOU PRA FAZER (200 pontos)
4. BOTA A CALCINHA/CUECA COM FREADA DE BICICLETA NO CESTO DA ROUPA SUJA COMO SE NÃO HOUVESSE NADA (500 pontos)
5. CHAMA ELA(E)DAQUELES APELIDOS RETARDADOS NA FRENTE DOS COLEGAS DE SERVIÇO DELE(A), TIPO ASSIM: MOZO(A), MUQUITO(A), XUCO(A), CARUNCHA,ETC...
(200 pontos)
6. VÊ PORNOGRAFIA INTERNET ENQUANTO SEU PARCEIRO ESTÁ TE ESPERANDO NA CAMA NU (200 pontos)
7. PASSA FIO DENTAL CONVERSANDO COM SEU AMADO(A) (200 pontos)
8. TE BUSUNTA DE HIPOGLÓS, CREME DE HEMORRÓIDAS, ESPERMICIDA OU QUALQUER OUTRA PORCARIA QUE TE OBRIGA FICAR NAQUELA POSIÇÃO DE DAR ECO! (500 pontos)
9. APARA COM A TESOURA A MATA ATLÂNTICA, SEM SE IMPORTAR COM OS CATOQUINHOS NO CHÃO PRÓXIMO AO VASO (500 pontos)
10. CURTE CHEIRAR UM PODRINHO, EX.: A MASSINHA DE BAIXO DAS UNHAS DO DEDÃO, UM COTONETE USADO SAINDO FRESQUINHO, UMA BADALHOCA DO UMBIGO, ETC... ENFIM UM FEDORZINHO AMIGO!
(1000 pontos)

RESPOSTAS:
Veja agora quantos anos ainda pode durar seu relacionamento:

ZERO PONTOS – “GARANTO QUE TU TÁ SOZINHO(A) E VAI CONTINUAR ASSIM, NEURÓTICO(A)”
DE 200 A 1000 – “ÓTIMO CONTINUA CAMUFALADO(A)” + 10 ANOS
DE 1000 A 2000 – “JÁ ESTÁ ABALANDO AS ESTRUTURAS, TE CUIDA VAI TER QUE DDISCUTIR A RELAÇÃO” + 5 ANOS
DE 2000 A 3000 – “PORCO! VAI TOMAR JEITO QUE NINGUÉM É OBRIGADO!”
+2 ANOS, NO MÁXIMO
DE 3000 A 4000 – “AH NÃO! COM QUEM TU VIVE? DEVE SER NO ZOOLÓGICO DE SAPUCAIA, NÃO ACREDITO COMO PODEM TE AGÜENTAR!” É uma questão de + algumas horas, bomba relógio!


Mais de 4000 - "Te larguei podridão!"

Que vexame nem me lembrem!

22.11.05

Dica de Cinema

Não é nenhuma novidade, este filme já esteve em cartaz faz tempo, tem nas locadoras, e é um filme duca, chama-se Team América, detonando o mundo. Foi feito pelos criadores do South Park. É um filme debochado todo feito em Marionetes e é hilariante. Os heróis americanos tentam salvar o mundo dos terroristas, mas fazem tantas cagadas que acabam não salvando ninguém (como na vida real). Não percam para comentarmos depois, TEM MUITA PUTARIA, NÃO VEJA COM CRIANÇAS!

A Maldição de Montezuma

AH! A “Bi” que trabalha comigo na firma disse que falou com a minha prima na praia e ela me acha um pouco louco por que contei todos os podres da família neste Blog. Não, “Pri” de onde vieram estes causos tem muito mais, a nossa gente é rica em passagens que poderiam render um livro, e que livro! Tipo assim o Guinnes book! Mas o assunto das duas beldades nas areias escaldantes, fora sobre uma vez em que fiquei preso em Cancún, no México.
Não sei, fazem oito anos, naquela época do dólar um por um e os pobres naquele frenezi, realizando as suas mais loucas fantasias. A verdadeira farra do boi. Eu como bom pobre que sou, tinha um livro com uma foto de uma praia paradisíaca, água azulzinha e tranqüila, só uma ilha de areia branquinha e um coqueiro solitário no meio. Parecia um desenho de tão perfeito, e eu dizia pra mim mesmo um dia eu vou neste lugar! Pesquisei com amigos viajados e descobri que se tratava do Caribe, mais especificamente Cancún. OK! Procurei um pacote, pobre adora pacote, escolhi o mais barato, da Aerocancún, aqueles vôos com galinha, mascadores de coca e gaiola amarrada em cima. Marquei as passagens e fui! Na raça e na coragem, na ida tudo bem, na chegada no hotel um pouco de confusão por que nos disseram que um grupo de americanos mal educados não queria desocupar os quartos, tudo bem já era de se esperar deste filhotinhos de Bush. Logo nos primeiros dias em Cancún e fomos avisados que o nosso “paquete” de sete dias fora carpeado em um dia e seríamos reembolsados no valor equivalente. Murmúrios pra cá e reclamações pra lá, e no dia acertado estávamos ás 5hs da manhã no aeroporto. E nada do vôo sair, ameaçavam fazer o embarque e cancelavam, nós pela vidraça avistávamos o avião com o capô aberto fazendo reparos. Inventaram de tudo, está vindo de Miami uma peça para reposição, estamos reparando um probleminha no ar condicionado, e muitas vezes ninguém trabalhava na aeronave. Realmente era estranho. Á noite chamaram todo mundo, enfim íamos voltar ao Brasil, foi aquela festa, todos já sentados em seus assentos no avião, tranqüilos e já se formava grupos para processar a companhia. O avião então se posicionou na cabeceira da pista, acelerou o máximo e no meio da reta aliviou os motores. Estranho. O comandante avisou estamos retornando a plataforma de embarque “tiene que bajar”. Pra quê? Daí o pau comeu! Era aeromoça com medo trancada no banheiro, passageira grávida chorando, pegaram o tubo de oxigênio e batiam na cabine do piloto dizendo “Abre ô merda!” e o “gritirio” estava armado. Eu como bom líder disse: “Deixem que eu sei falar espanhol, graças a mi avuelo Merino”. Entrei na cabine por uma fresta de porta, que o comandante apavorado me abriu, e ele me disse então: “Não quero levantar vôo por que não vou por a vida de vocês em risco, vamos descer e amanhã depois de consertarem aí a gente vai!” A maioria dos passageiros não queria subir mais naquele avião amaldiçoado, nem amarrados. Conversa vai, conversa vem, ficamos mais três dias em Cancún, (que ruim não?) até que nos arranjaram outro avião. Eu liguei pra minha mãe e disse: “Catarina ficamos presos aqui no México, chama a imprensa para sair uma notinhar”. Assim eu poderia acrescentar a reportagem no processo futuro contra a Aerocancún. Dito e feito, a Catarina mexeu com meio mundo quando cheguei faceiro, de chapéu de mexicano e manta. Estava a minha mãe fingindo que chorava de saudades do filhinho, vejam o tamanho do nenê, registrando tudo aquilo a imprensa falada, escrita e televisiva, o mico tava armado. Mico não um King-Kong. Viram de onde eu saí, por isso não dá pra ser mais um rostinho lindo na multidão.